DIREITO PENAL ECONÔMICO

Direito Penal Econômico: estudos, ideias e debates.

Produção acadêmica e reflexões sobre lavagem de capitais, criminalidade corporativa, inteligência financeira e os limites da intervenção penal.

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SELEÇÃO EDITORIAL

Uma seleção de textos publicados no ConJur e no Medium.

LAVAGEM DE CAPITAIS · CONJUR · 25 JUN. 2026

Cessão de conta-laranja e lavagem de capitais: concurso de pessoas e consunção

Discussão jurídica sobre o enquadramento da cessão de contas e sua relação com o delito de lavagem de capitais.

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INTELIGÊNCIA FINANCEIRA · CONJUR · 19 ABR. 2026

COAF e reserva de jurisdição

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COMPLIANCE · CONJUR · 1º SET. 2025

Os desafios do compliance antilavagem dos fundos de investimentos

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ACERVO

Artigos e estudos

Acervo de 17 publicações, com acesso aos textos originais no ConJur e no Medium.

ANÁLISE

Jurisprudência comentada

Espaço reservado a comentários de julgados relevantes do STF, STJ e outros tribunais. As análises serão incluídas com identificação do processo, relatoria, órgão julgador e data.

Seção em preparação
ATUALIZAÇÕES

Legislação e atualidades

Comentários sobre alterações legislativas e atos normativos relacionados à justiça criminal, inteligência financeira e novas tecnologias.

Seção em preparação
BIBLIOGRAFIA

Livros

Capa do livro A criminalização da lavagem de capitais no Brasil

A criminalização da lavagem de capitais no Brasil

Lumen Juris · 2023

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Descrição da obra

O presente trabalho identificou como fatores da criminalização da lavagem de capitais, no Brasil, a influência do discurso de modernização do direito penal, que prega o avanço da tutela penal sobre as ofensas e ameaças a bens jurídicos difusos e coletivos, independentemente da observância do princípio da subsidiariedade do direito penal, e a pressão internacional sobre o legislador brasileiro, materializada através das Recomendações do Grupo de Atividades Financeiras - GAFI e suas sanções econômicas indiretas. Como forma de enfrentamento das criminalizações prematuras que desafiam o princípio da subsidiariedade da tutela penal, defendeu-se a adoção do parâmetro da presunção de inconstitucionalidade da lei penal, quando esta não seja precedida de tentativas extrapenais de controle do fato antissocial. Tal perspectiva permite o avanço do controle de constitucionalidade das leis penais quanto ao aspecto da sua necessidade.

Capa do livro Lavagem de capitais

Lavagem de capitais: aspectos político-criminais e jurídico-dogmáticos

Amanuense · 2025

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Descrição da obra

A lavagem de capitais é, talvez, o mais emblemático dos crimes econômicos contemporâneos. Sua complexidade transcende fronteiras, desafia sistemas jurídicos nacionais e mobiliza organismos internacionais na busca por respostas eficazes. Mais do que um delito financeiro, trata-se de um fenômeno global que revela a íntima conexão entre o crime organizado, a cultura da corrupção e os mecanismos de poder econômico e político.

Este livro do juiz federal Francisco Codevila conduz o leitor por uma análise crítica e abrangente do tema, percorrendo desde as origens da criminologia econômica — como o surgimento da noção dos chamados “crimes de colarinho branco” — até os dilemas atuais de harmonização internacional das legislações e de adaptação do direito penal aos novos padrões de criminalidade.

A partir de uma metodologia baseada no diálogo doutrinário, a obra enfrenta questões centrais que ainda dividem a academia e a prática forense: a definição do bem jurídico tutelado, a natureza do crime, a possibilidade da autolavagem, a responsabilização de pessoas obrigadas e os limites do dolo. Sem se prender excessivamente à jurisprudência, o autor privilegia o debate dogmático, oferecendo ao leitor não apenas um panorama crítico, mas também reflexões próprias sobre os pontos mais controversos.

Ao mesmo tempo em que reconhece o papel estratégico da repressão à lavagem como instrumento de combate à criminalidade econômica, o livro não deixa de apontar os riscos de expansão punitiva, de redução das garantias individuais e de americanização do direito penal.

Resultado de uma cuidadosa pesquisa aliada à prática cotidiana da magistratura e a um posicionamento crítico, esta obra destina-se a juristas, acadêmicos e profissionais do Direito que buscam compreender, em profundidade, os fundamentos e as controvérsias que cercam a lavagem de capitais — um dos maiores desafios do mundo contemporâneo.

“Trata-se de uma obra indispensável. Seja pela atualidade, seja pela profundidade com a qual aborda temas difíceis, seja pela facilidade com que trata de questões práticas relevantes, os estudos de Codevila merecem leitura atenta de parte de todos aqueles que se interessam pelo tema.”

— Pierpaolo Cruz Bottini

Capa do livro Compartilhamento de dados pessoais financeiros e o direito fundamental à autodeterminação informativa

Compartilhamento de dados pessoais financeiros e o direito fundamental à autodeterminação informativa

Amanuense · 2026

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Descrição da obra

Em dezembro de 2019, ao julgar o Tema 990 da Repercussão Geral, o Supremo Tribunal Federal admitiu o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira do COAF com o Ministério Público e a polícia sem prévia autorização judicial. Poucos meses depois, o mesmo Tribunal reconheceria a proteção de dados pessoais como direito fundamental autônomo, posição consolidada em 2022 pela Emenda Constitucional 115. Entre uma decisão e outra, mudou a gramática constitucional com que o tema precisa ser enfrentado.

E é desse descompasso que parte este livro. Fruto de pesquisa de pós-doutorado do juiz federal Francisco Codevila, defendida na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a obra recoloca o problema em novos termos. Não se trata apenas de saber se o relatório de inteligência financeira contém dados protegidos pelo sigilo bancário, mas de examinar todo o percurso da informação.

Que percurso é esse? Começa com a comunicação feita pelos setores obrigados, passa pela análise operacional do COAF, atravessa a remessa aos órgãos de persecução e chega ao uso desses dados para deflagrar investigações, instruir processos e sustentar medidas cautelares. As respostas de Codevila para a questão são precisas e, em mais de um ponto, incômodas para as duas trincheiras do debate.

O juiz sustenta que a disseminação espontânea tem base legal expressa e é constitucionalmente legítima e que o compartilhamento a pedido equivale, em substância, ao espontâneo, desde que preservada a autonomia decisória do COAF. Codevila também defende que a requisição compulsória carece de amparo legal e desfigura a unidade de inteligência financeira e que a utilização do RIF pela persecução penal, por configurar novo tratamento de dados sem previsão legal específica, depende de autorização judicial fundamentada.

Com o Tema 1.404 ainda pendente de julgamento no Supremo, o leitor tem em mãos um mapa rigoroso de um terreno em disputa.

“Este livro não se limita a examinar a conformidade constitucional de práticas já consolidadas, mas avança na construção de critérios e parâmetros que permitem repensar o próprio modelo de circulação de dados no âmbito da persecução penal, contribuindo, assim, para o amadurecimento do debate jurídico em um contexto de crescente complexidade tecnológica e institucional. O estudo revela especial mérito ao articular de forma consistente o direito constitucional, o processo penal e a disciplina da proteção de dados, evidenciando as tensões entre eficiência persecutória e garantias fundamentais, sem incorrer em soluções simplificadoras.”

— Danyelle Galvão

O AUTOR

Francisco Codevila

Juiz Federal em Brasília e Professor de pós-graduação, com atuação profissional e produção acadêmica nas áreas de Direito Penal Econômico, lavagem de capitais, criminalidade corporativa e inteligência financeira. Pós-doutor (UERJ), Doutor (IDP) e Mestre (UCB) em Direito. Ex-procurador do Distrito Federal, ex-procurador do Pará e ex-procurador federal.

Este portal reúne estudos e reflexões de natureza acadêmica e informativa. As publicações não representam posicionamento institucional de órgãos do Poder Judiciário.